A hortaliça-fruto é rica em nutrientes; pensando nisso, as estudantes tiveram a ideia de aplicá-la no rosto

Mylena e Keith, sob orientação do professor Ricardo Fonseca, descobriram que a mucilagem do chuchu é capaz de diminuir a oleosidade da pele (FOTO: Divulgação/IFCE)
Os adolescentes passam por várias transformações, no corpo, na voz e no temperamento. Para complicar essa fase difícil, ainda aparecem as temíveis acnes, as populares espinhas. Apesar de ser uma doença que não oferece riscos à saúde, a acne prejudica a autoestima.
Pensando em uma forma fácil e acessível de combater o problema, as estudantes cearenses Keith Rodrigues Siqueira eMylena Alves de Oliveira, de apenas 16 anos, criaram um experimento que utiliza o chuchu para diminuir a oleosidade da pele.
A pesquisa, feita em Juazeiro do Norte, a 535 quilômetros de Fortaleza, durou cerca de um ano para ser finalizada. O início surgiu graças à observação da natureza, a partir do uso do chuchu em pássaros novos. “O bico do passarinho estando mole, não o deixa fazer a quebra da semente para a sua alimentação. Então é recomendado que se forneça aos pássaros outros alimentos, como o chuchu”, explica Keith, estudante do curso de Edificações do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Segundo disse, no momento em que o pássaro come o chuchu, o bico fica melado com a mucilagem, proporcionando a ele que o bico fique mais forte.
A partir daí, as pequenas cientistas tiveram a ideia de aplicar a mucilagem no rosto, mais conhecida como “baba” da hortaliça-fruto, rica em nutrientes, e de fácil acesso por ter baixo preço. Para fazer a aplicação correta do produto, deve-se seguir a ordem: lavar bem o rosto com água; em seguida, pegar o chuchu e cortar de cinco a oito pedaços da casca; reservá-los e esperar que comecem a soltar a baba. Ao final, aplicar a mucilagem no local desejado, deixando agir por cinco minutos, e enxaguar o local. Ou seja, a mucilagem do chuchu é aplicada diretamente na pele.
Seu rosto estará menos oleoso, mais macio, e o uso ainda ajudará no desaparecimento das acnes. As meninas garantem que a diferença já é perceptível logo na primeira aplicação. “Aplicamos na gente e, de primeira, percebemos a mudança. Fizemos o teste em 30 voluntários, e até hoje eles continuam usando”, comemora Keith. No início, a receptividade das pessoas não era tão boa, viam como algo estranho. “Depois, perceberam que não tem nada a ver achar estranho. É um produto sensacional”, acrescenta.
E o melhor de tudo: a hortaliça custa, em média, de apenas R$ 0,50. Cada chuchu rende até três aplicações. “De preferência, é interessante que as pessoas passem a mucilagem no rosto sempre no mesmo horário. Pode ser usado todo os dias, porque a pele não fica ressecada não. Pelo contrário, fica muito macia”, garante a estudante.
Sem chuchu, com acne
Mylena, que sofre com problemas de acne, brinca dizendo que quando a mãe não compra chuchu, é um verdadeiro tormento. A pele volta a ficar oleosa, principalmente na região do nariz. A estudante compara a falta de hortaliça à ausência de um remédio para a pele. “Sabe quando você usa o remédio há muito tempo e para de usar? É a mesma coisa com o chuchu. Quando não uso, no dia seguinte já vejo que minha pele volta a ficar oleosa”, admite.
Além da diminuição da oleosidade e das acnes, o chuchu ainda reduz as linhas de expressão do rosto, as conhecidas rugas. De acordo com o professor de Química, Ricardo Fonseca, orientador do projeto, a pesquisa mostra-se relevante por não utilizar sabonetes ou cremes que poluam o Meio Ambiente. “É um produto da natureza que, de quebra, reduz o aparecimento de acnes e das linhas de expressão. Quando as meninas entrarem na universidade, além de estarem mais focadas na pesquisa, também levam o norte de fazer a diferença na vida dos outros”, conclui.
Diminuir a oleosidade da pele, reduzir as linhas de expressão do rosto… Graças às pesquisadoras cearenses, surge um novo tratamentos de beleza ‘Made in Ceará’ por apenas R$ 0,50 centavos. Nunca foi tão barato ser mais bonita.










O armário antes da organização. Acredita que podia ficar melhor?
Pronta para colocar a mão na massa
O primeiro passo foi organizar os macacões por tamanho. Antes de o bebê nascer, deixe no armário apenas os tamanhos até 6 meses. Conforme ele for crescendo, você tira os que não servem mais e vai colocando o tamanhos seguintes
A maioria das mães coloca apenas vestidos no cabides. Minha dica: ponha os macacões de uso diário. Assim você terá fácil acesso a eles. E sabe os vestidinhos que a bebê só vai usar com 1 ano? Guarde para não juntar pó
Eis o melhor jeito de dobrar bodies: apenas ao meio. E guarde assim, em camadas, para ver tudo o que tem e não correr o risco de usar sempre os primeiros da pilha. Para não misturar manga longa e manga curta, etiqueta na borda da gaveta
As calças e mijões seguem a mesma linha dos bodies, em camadas. Dicas: evite colocar sachês nas gavetas para não dar alergia e muito menos sabonetes que além do cheiro forte, podem manchar a roupa, especialmente se estiverem desembalados
Também aproveitamos para selecionar os brinquedos
Amamos a ideia da arquiteta da Roberta: a primeira gaveta do trocador abre para o lado, para facilitar na hora de trocar o bebê
Sabe aquelas caixas de presentes boas que você tem dó de jogar fora? Podem ser usadas na hora da organização
Usamos uma dessas caixas para guardar lembranças da irmã mais velha, como a roupinha do batizado
É essencial etiquetar as caixas para você saber o que tem dentro
Pronto! Prateleiras organizadas
O cabideiro com vestidinhos e macacões. A mala para ir para a maternidade também ficou em um lugar de fácil acesso, bem como a almofada de amamentação
Os sapatinhos foram separados por estação