O aleitamento materno exclusivo até 6 meses de vida do bebê é influenciado por muitos fatores. Um estudo realizado no Vietnam avalia se o pai pode influenciar positivamente a duração do aleitamento
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Todo mundo já sabe: o aleitamento materno exclusivo (AME) nos primeiros 6 meses de vida traz enormes benefícios tanto para a mãe quanto para o desenvolvimento do bebê. No entanto, a proporção de mães praticando aleitamento materno exclusivo aos 4 e 6 meses ainda é baixa a nível mundial, incluindo o Brasil, onde as cifras não passam infelizmente de 50%. Claro que o aleitamento materno exclusivo é afetado por muitos fatores diferentes incluindo aspectos tais como grau de conhecimento, educação, ocupação e saúde das mães, a saúde infantil e tipo de parto. Além dos fatores sociais e percepções culturais. Até a pressão dos familiares e conhecidos conta. E será que o pai tem influência significativa sobre a alimentação do bebê?.
Pois bem, um estudo realizado no Vietnam procurou avaliar se um programa educativo (uma intervenção na comunidade) focada nos pais antes e após o parto estimulava a sua participação e suporte para o aleitamento materno exclusivo. No início do estudo, 251 e 241 casais foram respectivamente recrutados nos locais com e sem intervenção e controle. Os pais na área da intervenção receberam materiais educativos sobre aleitamento materno, acesso aos serviços de aconselhamento nos centros de saúde da comunidade e visitas domiciliares. Os pais das outras áreas não receberam tais tipos de cuidados e orientações. Vejamos como se saíram as mãe em termos de aleitamento exclusivo aos 4 e 6 meses. Aos 4 meses de idade, com base nas informações maternas, a proporção de amamentação exclusiva foi significativamente maior no grupo de intervenção do que no grupo controle (20,6% no grupo de intervenção versus 11,3% no grupo controle). E aos 6 meses de idade, o padrão foi similar: 16,0% de aleitamento exclusivo no grupo de intervenção contra 3,9% nas mães do grupo controle. Conclusão: esta intervenção focada nos pais pode ser eficaz em aumentar a prática do aleitamento exclusivo aos 4 e 6 meses. E possivelmente uma estratégia adequada para melhorar o aleitamento materno exclusivo é incluir os papais na história.
Eles podem dar apoio e suporte emocional facilitando a tarefa das esposas e mamães, que não ficam assim tão sobrecarregadas. É o tipo de recomendação que vai agradar todo mundo: pai, mãe e principalmente o bebê. Que assim desde pequeno já começa a entender aquele velho ditado: não basta ser pai, tem que participar.
(Bich et al. Fathers as Supporters for Improved Exclusive Breastfeeding in Viet Nam. Matern Child Health J (2014) 18:1444–1453)
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